Pastor Marco : Interpretação de Ezequiel 38,39

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Interpretação de Ezequiel 38,39

Um Estudo Bíblico.

Nesta atualização de nosso estudo de Ezequiel 38-39 revisaremos esta profecia de 2600 anos de idade à luz dos acontecimentos atuais.
Que Tempo é Esse?
Primeiramente vamos começar algum tipo de cronologia. Estando entre o moderno renascimento de Israel, profetizado em Ezequiel 36-37, e o Milênio ao qual Ezequiel devota os capítulos 40-48, significa que a batalha dos capítulos 38-39 tem que acontecer depois de 1948, mas antes da 2ª vinda, e todos concordam que esta ainda não aconteceu. Isso tem levado alguns a verem a passagem como uma descrição do Armagedom, mas como veremos existem várias nações importantes que não estão nesta batalha, ao passo que Zacarias 14:2 profetiza que todas as nações se juntarão para a batalha naquele dia. 
Se é assim, a cronologia se estreita para algum momento entre 1948 e o começo da Grande Tribulação, quando nenhum lugar no mundo estará em paz, nem mesmo Israel.
Ezequiel profetizou que o Senhor usaria esta batalha para trazer Israel de volta para Ele e para completar o retorno dos Judeus de todas as partes do mundo para Israel, não deixando nenhum para trás. Isto nos leva a crer que a Batalha de Ezequiel 38-39 seja o evento que reinicia o relógio no período de 490 anos falado por Daniel, as famosas 70 Semanas de Daniel 9:24-27. 69 dessas semanas (483 anos) se completaram quando o Messias foi crucificado e o Templo Destruído, parando o relógio uma semana (sete anos) antes do cumprimento total. Eu creio que a vitória dramática conseguida pelo Senhor sobre os inimigos de Israel na batalha de Ezequiel os convencerá a oficialmente restabelecer sua relação da Antiga Aliança e exigir um Templo para adoração. É esse Templo que mais tarde será profanado pelo anticristo, deflagrando a Grande Tribulação.
Com tudo isto em mente, vamos começar um cuidadoso estudo de Ezequiel 38-39 para nos prepararmos para esses eventos, caso eles se tornem realidade em breve.

VEIO a mim a palavra do Senhor, dizendo: "Filho do homem, dirige o teu rosto contra Gogue, terra de Magogue, príncipe e chefe de Meseque, e Tubal, e profetiza contra ele. E dize: 'Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu sou contra ti, ó Gogue, príncipe e chefe de Meseque e de Tubal; E te farei voltar, e porei anzóis nos teus queixos, e te levarei a ti, com todo o teu exército, cavalos e cavaleiros, todos vestidos com primor, grande multidão, com escudo e rodela, manejando todos a espada; Persas, etíopes, e os de Pute com eles, todos com escudo e capacete; Gômer e todas as suas tropas; a casa de Togarma, do extremo norte, e todas as suas tropas, muitos povos contigo.'" (Eze 38.1-6)

Em um artigo recente, Encontrando Gogue, eu declarei que Gogue é uma figura sobrenatural (talvez a contrapartida de Satanás para o Arcanjo Miguel) e o comandante deste evento nos bastidores, enquanto Magogue está listado em Gêneses 10 como um dos netos de Noé, filho de Jafé. Mais de 130 referências históricas demonstram que Magogue é o pai do povo russo de hoje (para um tratamento mais detalhado dos nomes modernos de todas as nações mencionadas nesta passagem, leia o artigo Um Olhar Aprofundado nos Equivalentes Modernos aos Nomes Bíblicos em Ezequiel 38).

Eu também digo que a frase "anzóis nos queixos" descreve a relutância da Rússia em participar, e que o tratado que a Russia tem com as Repúblicas Muçulmanas da Ásia Central pode ser invocada para assegurar que a vontade de Deus seja feita e a Russia se envolva. Pérsia é o antigo nome do Irã, Etiópia (Cushe) e Pute representa todas as nações Norte Africanas, Gômer era irmão de Magogue e se estabeleceu ao longo do Rio Danúbio, no que se tornou a Europa Oriental, e Togarma, filho de Gômer, habitou o que hoje é conhecido como Armênia e Turquia.
 A característica que todas essas nações têm em comum é sua religião, elas são Muçulmanas.
"Prepara-te, e dispõe-te, tu e todas as multidões do teu povo que se reuniram a ti, e serve-lhes tu de guarda. Depois de muitos dias serás visitado. No fim dos anos virás à terra que se recuperou da espada, e que foi congregada dentre muitos povos, junto aos montes de Israel, que sempre se faziam desertos; mas aquela terra foi tirada dentre as nações, e todas elas habitarão seguramente. Então subirás, virás como uma tempestade, far-te-ás como uma nuvem para cobrir a terra, tu e todas as tuas tropas, e muitos povos contigo." (Eze 38.7-9)

O fato de que Israel é o alvo nesta passagem é evidente, mas uma controvérsia se estabelece em torno da palavra Hebraica betach, traduzida "em segurança", no verso 8. Um significado secundário, "descuidadamente", poderia significar que eles não estejam realmente seguros, mas apenas pensem que estão e sua guarda esteja baixa. Pelas aparências externas, diría-se que seria necessária uma verdadeiramente miraculosa mudança na situação atual de Israel para alcançar qualquer das duas condições que esta palavra implica.
Mas notícias recentes vindas da Europa indicam que existe um senso crescente de resolução sobre a colocação de tropas da ONU no Líbano. Sendo elas patrocinadas pela ONU, ao invés da OTAN, significa que nem os EUA nem Israel terão realmente qualquer influência sobre a sua colocação. E como o líder da ONU, Kofi Anan, excluiu específicamente desarmar o Hezbollah de seu mandato, o número de soldados sendo engajados está aumentando.
De maneira prática essas tropas estarão na verdade protegendo o Hezbollah de qualquer interferência por Israel enquanto eles se rearmam. Mas como os oficiais Israelenses estão pressionando agressivamente a ONU para colocá-las para que os soldados Israelenses possam voltar para casa, parece que Israel as vê como um meio para assegurar a paz no Norte.
Enquanto isso, existem conversas na Europa sobre inserir tropas da UNIFIL na área de Gaza para separar as tropas de Israel do Hamas, caso a experiência com o Líbano funcione. Alguns até mesmo sugerem que a colocação de tropas da UNIFIL no Iraque poderia apressar a saída das tropas Americanas de lá.
Os líderes Europeus gostam dessas idéias porque lhes dão uma vantagem sobre os EUA em alcançar para o Oriente Médio aquilo que os EUA têm sido incapazes de realizar, e isto é estabelecer uma aparência de paz na região.
Para os estudantes das profecias que sabem que a Europa não tem nenhum amor por Israel ou pelos EUA, isto se parece com um meio de trazer uma falsa paz para a região, preparando Israel para a Batalha de Ezequiel.
Na próxima vez daremos uma olhada nas nações que não estão envolvidas nesta batalha e você verá porque ela não pode estar se referindo ao Armagedon. Veremos também como o Senhor escolhe revelar-Se para as nações. Nos vemos então..

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